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Edição 82 – Editorial

 

 

Fernando “Bolacha” e Breno Macedo: revelando novos talentos do pugilismo para o Brasil. Ao centro, Arnaldo Pereira, editor

Acompanho o Boxe Nacional desde o final da década de sessenta, quando tive a felicidade de conhecer pessoalmente alguns grandes atletas que atuaram no final da década de quarenta e durante a década de cinquenta. Não os vi atuar, pois já haviam pendurado as luvas, porém, tive a oportunidade de ouvir boas histórias contadas por Luizão do Peruche, Waldemar Adão, Luiz Faustino, Abraão de Souza e o folclórico Tobis.

Na década de sessenta assisti alguns treinos de atletas na academia do senhor Kid Jofre, pai de Eder Jofre, na Rua Santa Efigênia, no centro da capital paulista.

A partir da década de setenta, até meados da década de oitenta, uma quantidade enorme de grandes talentos começaram a se destacar. Foram tantos que não tenho espaço nesse editorial para citá-los, mas não posso deixar de lembrar de um dos que mais me fascinou: Servílio de Oliveira, que infelizmente teve um deslocamento de retina em um combate no ano de 1971, e teve sua carreira encerrada. Se não fosse por esse fato, sua trajetória, em minha opinião, seria equivalente ao do nosso maior ídolo, o eterno Eder Jofre, orgulho nacional.
Entre 1985 e 2007, quando da realização dos jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro, surgiram poucos campeões, mas podemos destacar: Acelino Popó Freitas e Valdemir “Sertão” Pereira (ambos detentores de cinturões mundiais), Adilson Maguila Rodrigues, Peter Venâncio, Edson “Xuxa” Nascimento, Mauricio Amaral, José de Arimateia, Rogério Lobo, George Arias…
Acompanho o Boxe Nacional apenas como um telespectador e fã. Não sou um especialista. Entretanto, dentro das minhas experiências vividas, posso afirmar que no atual momento a nobre arte está vivendo uma fase muito positiva e produtiva, e que jovens talentos vêm fazendo um trabalho muito importante nas categorias de base, algo diferente em relação ao passado, o que, com certeza, vai levar esse esporte a um nível de excelência em um futuro próximo.
Tenho o prazer de trazer em destaque nesta edição dois desses atuais talentos: Breno Macedo e Fernando “Bolacha”, cujo trabalho venho acompanhando há algum tempo, e sinto que fora os resultados já obtidos, esses personagens e seus respectivos alunos trarão muitas alegrias para os aficionados da nobre arte.

Arnaldo Pereira
Editor

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