“Com certeza foi um choque muito grande,
inesperado, um atleta cheio de vida, um amigo de 20 anos que eu tinha, não só
dentro da academia onde ele chamava todo mundo de “campeão” e mal sabia que isso
era um incentivo pra todos que estavam ao redor dele. Foi um choque muito
grande, mexeu bastante, realmente bastente com meu emocional, mas sou
evangélico, sou cristão e acredito que Deus sempre sabe o que faz, mesmo assim a
gente fica meio inconformado, acho que pelo fato como foi, tirara a vida dele! O
Muay Thai tem uma grande perda, não só em Curitiba, mas em nível nacional e até
internacional, o Osmar lutou fora, levou a bandeira da equipe pra fora do país.
Seus atletas estão agora praticamente órfãos, mas o pessoal tem que continuar
esse legado dele, acho que levar isso pra frente seria o último desejo dele, que
a Thai Boxe continuasse e fizesse grandes campeões, como ele foi, com certeza a
história dele vai ficar para sempre.
No velório o que a gente viu foi a união de pessoas de todas as áreas, atletas
que tinham saído da equipe... o Osmar tinha acesso em todas as academias, em
todas as equipes, isso reuniu todo mundo ali... foi uma grande perda, a saudade
vem depois com certeza... Apesar de eu estar em Balneário, não ter contato
direto, sempre que ia pra Curitiba encontrava o Osmar, mas acho que foi a
vontade de Deus, agora é orar bastante por ele. No velório tinha um pastor que
pela sua oração puxou muitas almas para Jesus, foi uma cerimônia muito bonita,
mesmo ocasionada por uma ação trágica. No mundo da luta, às vezes você tem
mágoas com certos atletas, com certas equipes, acho que seria uma boa hora de
refletir sobre isso, perdoar e ser perdoado, pra você ter um tempo porque depois
que a pessoa morre, você não tem mais esse tempo aqui na terra.”
JULIO CESAR - MESTRE PICA-PAU
“O Osmar Dias foi um espelho pra mim quando eu comecei a treinar porque ele já
era azul claro. A gente sempre treinou na mesma academia e naquela época ele era
um dos atletas que mais se destacavam, como pessoa, pelo treinamento,
disciplina, dedicação ao objetivo que ele queria alcançar, tanto que ele foi o
primeiro a pegar faixa preta com o mestre e eu fui no caminho dele porque a
gente era uma família. Eu sempre tive muita consideração por ele, aprendi muito
com ele por muito tempo, foi uma perda muito grande, irreparável, mas o que fica
são recordações boas, a lembrança de uma lição de vida... é um sentimento eterno
que a gente tem.
O Osmarzinho fazia até demais, era proprietário de academia, professor, promotor
de eventos, técnico que se dedicava a seus atletas, formador de campeões, pai de
família... e arrumava tempo pra ele mesmo realizar seu treinamento, se empenhar
no seu sonho que era o de continuar lutando, ele sempre foi muito bem sucedido
em tudo que fazia... não é para qualquer pessoa!
Quem o conheceu aprendeu muito com ele, quem não o coheceu vai aprender também
pelas homenagens que estão sendo feitas, pelo legado que ele deixou, os amigos e
familiares não vão deixar que tudo que ele fez pelo esporte se apague, tudo isso
vai ter um resultado e continuar tendo sempre. Quem não teve a oportunidade de
conhecê-lo procure saber mais sobre a história desse atleta que é um exemplo; e
quem o conheceu sinta-se feliz e honrado por ter conhecido um profissional tão
nobre e de tanto caráter.”
Prof. Katel
“Como faixa preta dos idos 1985, posso dizer que foi uma coisa muito ruim o que
aconteceu. O Osmar era um excelente professor, um amigo que sempre estava com a
gente... ví Osmar guri chegando na academia e ele se tornou meu amigo pessoal.
Vai fazer muita falta pro esporte, não só o pessoal da Chuteboxe está muito
triste com isso, mas de todas as academias. O que se viu naquele velório, muita
gente mesmo, numa união inimaginável, pessoas de várias academias o que mostra o
quanto Osmar era querido por todo mundo, o quanto era importante para o esporte.
Neste evento, xxxxx, tem atletas dele que vão lutar e estão prontos para lhe
prestar uma homenagem, embora seja difícil, mas vamos pensar positivo e onde
quer que o Osmar esteja, espero que num lugar bom e vai estar, que ele fique com
Deus e nós aqui temos que tocar a bola pra frente. Quanto a essa história de
violência, os professores que dão aula de artes marciais têm que canalizar a
energia da rapaziada pra lutar dentro do ringue e mostrar o esporte alí. Não é
só com o pessoal das artes marciais que acontece esse tipo de coisa, então o que
a gente ensina nas academias é justamente o comportamento de a pessoa não sair
por ai agredindo os outros. Artes marciais se voltam pro esporte e não pra
violência.”
ZITO
“Isso tudo que aconteceu é uma pena. Eu gostava muito do Osmar e cheguei a
treinar algumas vezes com ele. Quem perdeu muito foi o Muay Thai, pois agora
temos um grande promotor de lutas a menos e um excelente professor a menos no
nosso meio. Deus sabe o que faz, tenho certeza de que Osmar está em um lugar
melhor. Ele sempre foi um grande campeão e no Céu com certeza vai continuar
sendo.”
ISRAEL GOMES
‘Falar sobre o Osmar fica fácil, porque além de ser uma grande atleta, era um
grande homem e isso fez com que ele conquistasse o carinho de todos. Quem foi ao
velório viu que todos estavam lá, de todas as academias e estilos, independente
de discórdias ou não todos se uniram porque o que ele deixou para nós foi seu
caráter espetacular.
O Muay Thai perdeu um grande promotor de eventos, já que tínhamos o Estímulo em
Curitiba, o Osmar trabalhava o dia inteiro na academia dele: fazia o evento,
montava o ringue e ainda lutava no evento. Além de perder uma pessoa que estava
fazendo um dos melhores eventos aqui em Curitiba, perdemos uma pessoa que tirava
os jovens de uma situação ruim e levava pro treinamento, pro caminho certo. Ele
era um exemplo, um cara que veio de baixo, não tinha nada e conquistou tudo. Uma
grande perda. Pra quem não conhecia esse lado do Osmar, ele deixava a família e
ia aos sábados dar aula lá no Três Pinheiros, nas favelas da comunidade, ensinar
Muay Thai pra rapaziada, pra criançada. No final do ano entregava brinquedo,
cesta básica, fazia eventos pra arrecadar alimentos pras crianças pobres... não
era só um produtor de eventos, era uma pessoa que fazia um trabalho social.
Nunca se esperava que uma pessoa como ele fosse executado de maneira tão
covarde, de forma alguma, o que revolta a gente é isso: um guerreiro, um lutador
cair na mão de alguém completamente covarde, que não lhe deu direito à defesa,
que atirou pelas costas... infelizmente pessoas dessa brutalidade existem e
convivem com a gente.”
MATSON RAMOS
“A primeira vez que assisti a uma luta do Osmar Dias, o que me marcou foi o fato
de ele nocautear o adversário com duas ou três caneladas no rosto. Mas a maior
virtude de Osmar foi seu caráter, foi sempre honrar seus ideais e sua palavra. É
essa pessoa que perdemos e que merece todo nosso respeito pelo que foi.”
EDNEI PEDROSO
“Para mim, Osmar Dias era mais que um mestre, era um amigo pra todas as horas,
era a pessoa das artes marciais mais honesta que conheci, sempre disposta a
judar a todos. Sinto-me feliz e privilegiado por poder homenageá-lo, tanto em
vida, como na morte. O esporte de Curitiba perdeu um grande atleta e professor.
Conheci o Osmar muito bem, porém acabamos perdendo o contato, o que não impediu
de que eu ficasse bastante deprimido com sua morte, uma covardia sem tamanho,
ninguém merece morrer dessa maneira. O Paraná perdeu um dos seus maiores
representantes no Muay Thai.”
JÚNIOR AGUIAR
“O esporte de luta de Curitiba perdeu um grande atleta e professor. Eu conheci o
Osmar muito bem, porém acabamos perdendo o contato, mas fiquei extremamente
chateado com sua morte. Foi uma covardia sem tamanho o que fizeram com ele e
ninguém merece morrer dessa maneira. Não tenho dúvidas de que o Paraná perdeu um
de seus maiores representantes no Muay Thai.”
RODRIGO VIDAL